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Historia Mangueira

24 January 2008

História

Todo mundo te conhece ao longe, pelo som dos teus tamborins e o rufar do teu tambor. A Mangueira chegou, oficialmente, em 28 de abril de 1928, para sacramentar a união dos componentes do Bloco dos Arengueiros e demais sambistas do Morro da Mangueira. Cartola até havia composto um samba propondo a união:

Chega de demanda*
Com esse time temos que ganhar
Somos a estação primeira
Salve o Morro da Mangueira
*no contexto, significa briga

Daí saiu a imponente denominação de Estação Primeira de Mangueira. As cores verde e rosa também foram sugestão de cartola, as mesmas do Rancho Arrepiados, que fez parte de sua infância.

No dia da fundação, estavam presentes, além de Cartola, Saturnino Gonçalves, Abelardo da Bolinha, Maçu, Pedro Caim, Euclides Roberto dos Santos e Zé Espinguela.

E logo nos três primeiros desfiles oficiais Mangueira mostrou que era uma escola de peso: foi a campeã em 1932, 33 e 34. Ao longo de sua história, já ganhou 16 carnavais, só perdendo em número de títulos para a Portela, que tem 21.

O heptacampeonato da azul-e-branco de Madureira (41 a 47) é considerado por alguns a pior fase da história mangueirense. Mas alguns jejuns de títulos incomodaram os foliões da Mangueira: de 73 a 84 e de 87 a 98. Neste último período, a escola enfrentou uma fase difícil, chegando a ficar por duas vezes em 11º lugar e uma vez na 12ª colocação.

Mas se algumas fases não foram tão boas para a verde-e-rosa, a escola pode se orgulhar de sua irregularidade: é a única escola de samba do carnaval carioca que ganhou títulos em todas as décadas. Sendo uma das escolas mais tradicionais do Rio, a Mangueira conseguiu unir todo esse respeito e reverência ao passado com a modernidade necessária para se manter entre as grandes.

Uma pequena mostra de sua tradição é o fato de não ter ‘aderido’, até hoje, aos surdos de segunda e terceira: a Mangueira é a única escola de samba que conta apenas com o surdo de primeira, sem resposta.

Campeã do Carnaval 2002, ao homenagear o Nordeste, a Mangueira dividiu o título de 98 com a Beija-Flor. A escola adotou a vitoriosa fórmula de homenagear uma personalidade em seu enredo, o que já havia dado certo com Monteiro Lobato, Braguinha, Carlos Drummond de Andrade e Caymmi (é verdade que isso não pode ser considerado uma regra, já que outras homenagens não deram certo como Chiquinha Gonzaga, a trinca de reis e os doces bárbaros). Naquele ano, o escolhido para ser tema do carnaval foi Chico Buarque.

Em 2003, Max Lopes resolver homenagear a paz com o enredo Os dez mandamentos! O samba da paz canta a saga da liberdade. A Mangueira apresentou alegorias grandiosas e com muito luxo, porém não conseguiu ser superior a Beija-flor e ficou com a segunda colocação.

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